sábado, 3 de junho de 2006

Sexta SIM

A galera que está com seus vinte e tantos ou trinta e poucos, certamente se lembra do projeto Sexta Sim, que durante a década de 90 levou muito reggae e rock para o Teatro de Lona da Barra. Na última sexta, foi dia do evento trocar de lona e aportar no Circo Voador com alguns de seus maiores destaques. As bandas Boato, Acorda Bamba e Luis Carlinhos (ex-vocalista do Dread Lion) levaram um pouquinho da atmosfera paz e amor da antiga casa para o palco da Lapa. Destaque para o divertidíssimo show do Boato e seu performático vocalista Cabelo.

Evento ocorrido na sexta, 03 de junho de 2006.

sábado, 8 de abril de 2006

Desequilibrado é quem perdeu!


PONTO DE EQUILÍBRIO
Lançamento nacional do CD
"Reggae a vida com amor"

O Leão de Judah voltou a rugir com força na Lapa. E ele não esperou altas horas da noite para se fazer ouvir. Quem passou pelo Circo Voador, por volta das oito e meia da noite, se deparou com a dobradinha Urcasônica Sound System e Sensorial Sistema de Som, em cima da bilheteria da lona, detonando na pressão as vertentes do reggae em direção aos arcos. A apresentação foi um aquecimento para a noite que começava e para a apresentação do Easy Star All-Star, que apresentarão o show do disco “Dub Side of The Moon”, no dia 13 de maio, no próprio Circo.

Um pouco antes das dez e meia da noite, uma preocupação. O DVD do filme “Rockers – It’s Dangerous!” que continha as legendas em português estava arranhado, e sobrara outro com as legendas em inglês, que de certa forma limitara o entendimento. Bateu aquela paranóia, de que o público se revoltaria e pediria dinheiro de volta, criaria caso etc. Que nada! Mesmo com as legendas na língua do príncipe Charles, o público se acomodou nas cadeiras, pufes e chão para curtir o clássico filme que mostra as aventuras e desventuras de Leroy "Horsemouth" Wallace, entre Burning Spears, Lee Perry, e outros nomes do reggae.

Em seguida, se deu início aos trabalhos do palco, com a apresentação do Sozalesdub, grupo a qual pertenço e, portanto, não irei me ater ao próprio umbigo. Posso dizer que contamos com as ilustres participações de membros do Dá no Coro, que é o coral da FACHA, e do Dennis, rapper do grupo Poetas de Ébano. Dedicamos nosso set aos imortais Jair do Cavaquinho e palhaço Carequinha.

Nessa altura, o Circo Voador já estava abarrotado de gente se deliciando com o ritmo mais famoso da Jamaica. Portanto, não foi surpresa o público ter vindo abaixo com a entrada do Ponto de equilíbrio no palco. Mais uma vez, a galera de Vila Isabel transformou um público num grande coral, que sob o comando de Rãs Hélio, cantarolava com ele todas as filosofias rastas que a banda faz questão de exaltar. A loucura foi tanta que até um elemento pelado subiu no palco balançando seu cajado rastafari e distribuindo pisada. Sobrou até para nossa fotógrafa catar as roupas do indivíduo. Esse perdeu o equilíbrio!

Para encerrar a apresentação, o Circo delirou com “Jah Jah me leve”, música que abre o disco “Reggae a vida com amor”, e teve a participação do Dj Marcelinho da Lua, transformando a última música do Ponto de Equilíbrio num dub que deve estar ecoando até agora nos ouvidos de quem esteve presente.

No final de tudo, permaneceu Marcelinho da Lua fazendo um set 100% jamaicano, como prometido na divulgação, e o público arrepiado como a juba do Leão de Judah!

Lencinho Smith


Evento ocorrido no sábado, 8 de abril de 2006.

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Monobloco + Velha Guarda do Funk


A batida do carnaval se encontra com o batidão dos bailes das galeras. Durante três quintas, o Circo Voador foi embalado pelas batidas do Monobloco e da Velha Guarda do Funk, em noites que sacudiram a cintura de quem gosta de dançar.

Composta por Júnior e Leonardo, Duda do Borel e MC Galo, e contando com a participação neurótica do Mr. Catra, a velha guarda do funk abria os trabalhos da noite com muito swing e clássicos dos bailes como os hits “Rap das Armas”, “Endereço dos Bailes”, “Rap da Rocinha” e “Rap do Borel”.
Depois do público ficar devidamente no ponto, é a hora da bateria do Monobloco subir ao palco e embalar a galera com sucessos dos Titãs (“Diversão”), Alceu Valença (“Morena Tropicana”), Tim Maia (“Que beleza! Imunização Racional”), Luiz Melodia (“Negro Gato”), e outros craques representados na voz de Pedro Luís, Fábio Alman e Sérgio Loroza. Acompanhando os ritmistas, o cavaquinho eletrificado do músico e compositor Rodrigo Maranhão. O Circo Voador vira um coral quando o Monobloco chama seu grito de guerra: - Vai, sai da frente, o Monobloco é chapa quente!

Quando a gente pensa que a coisa está no fim, a velha guarda do funk volta ao palco para uma dobradinha de balanço com o Monobloco que leva a moçada até o chão. E cada quinta reservou uma surpresa especial. Teve Catra com o Monobloco, aniversário do Leonardo, da dupla Júnior e Leonardo, coreografias do Sérgio Loroza, e a descontração sem fim do público, atropelado com gosto pela sonoridade sem fim dessa turma.

Lencinho Smith

Evento ocorrido nas quintas-feiras, 21 e 28 de julho de 2005.

terça-feira, 5 de julho de 2005

Samba em 4 tempos

Sempre tem alguém pra ser do contra. E partindo desse princípio, um funcionário do Circo Voador apostou que não viriam nem 100 pessoas para um samba na Lapa na terça a noite. Perdeu a aposta. Na primeira noite do evento Samba em 4 Tempos, quase 1000 pessoas dançaram até perto das quatro da manhã ao som das bandas Casuarina, Anjos da Lua, Batuque na Cozinha e Galocantô.

A platéia, praticamente formada por gatinhas bonitas e charmosas, e rapazes galantes e dançantes, acompanhou a evolução do samba contada por estes grupos com a ajuda do DJ Dodô e do apresentador Tião Mocotó, que em futuras edições revezará o palco com Léo Almeida. Noel Rosa, Cartola, Jackson do Pandeiro, Baden Powell e outros bambas baixaram no Circo Voador através de suas músicas. Paulinho da Viola, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho e tantos outros também tiveram seus sambas revisitados pela moçada.

O Samba em 4 Tempos pega o público, o coloca num bonde e faz um passeio com ele por Vila Isabel, Ramos, Madureira, Lapa, Estácio, Ilha do Governador e por onde mais o samba passou e fez história. Não adianta ficar do contra, é samba que eles querem e nada mais.

Lencinho Smith

Evento ocorrido na terça-feira, 05 de julho de 2005.

sábado, 2 de julho de 2005

MOMBOJÓ, Canastra, Os Outros


Lembro daqueles jogos de pôquer nos filmes de faroeste, onde algum aventureiro fazia uma aposta louca, acabava ganhando e ainda levava a mocinha para cama. Na noite carioca, onde muitas vezes a falta de criatividade e ousadia dão a palavra final, o show que reuniu Os Outros, Canastra e Mombojó se mostrou uma aposta louca que deu um bom resultado, embora eu propriamente não tenha levado nenhuma mocinha para a cama. Mas com certeza, as três atrações levaram o público a gozar de um alto e bom som.

Os Outros, que antes se chamavam Cinema, foram os primeiros a entrar em cena, trazendo um rock autêntico que promete amadurecer com a estrada que o grupo começa a ter junto. Vale lembrar que seus integrantes são ou foram de bandas conhecidas dos palcos e porões cariocas como a Fazenda Modelo, Noção de Nada e Aneura. Destaque para a música na qual o vocalista Botika pede para os politicamente corretos levantarem o dedo. Pode-ser dizer que ninguém saiu falando mal d’Os Outros.

Por falar em aposta, a banda Canastra encontrou a lona mais cheia e devidamente aquecida para sua apresentação, cujo repertório privilegiou as músicas do álbum “Traz a pessoa amada em 3 dias”, lançado pelo selo independente Monstros Discos. Animados, embalados e bem ensaiados, os caras mostraram porque foram indicados como uma das bandas revelações de 2004, com sua mistura de rock, country, MPB e surf music. E como o country faz parte da receita da banda, uma pitada de Matanza se fez presente, com a presença de Jimmy, vocalista do grupo.
Instigando de vez a galera, o Mombojó já entrou no palco recebendo muitos aplausos. Não decepcionaram quem aplaudiu e nem quem deixou de aplaudir. Na verdade, os presentes foram conduzidos pela banda, por pouco mais de uma hora, em uma sonoridade cada vez mais caprichada conduzida pelos teclados e samplers de Chiquinho e a voz de Felipe S.. Adelaide – nada a ver com a anã-paraguaia- foi a música que abriu o show, que ainda contou com canções do próximo cd e a participação de China, ex-Sheik Tosado, que entrou para cantar “O céu, o sol, o mar”, aproveitou a saída de Felipe S. para molhar a garganta para apresentar duas músicas de seu cd, lançado pela Cardume, e foi até o final com a banda fazendo o Circo vir abaixo com “Deixe-se acreditar”.
E pode se deixar acreditar. Afinal, noites como estas fazem o reino da alegria para as muitas bandas que estão começando. Até a próxima.

Lencinho Smith

Evento ocorrido no sábado, 02 de julho de 2005.