domingo, 1 de julho de 2007

RUFIO - despedida altíssimo nível!


Não deu pra ficar parado. A banda norte-americana RUFIO empolgou a galera na arena do Circo em seu derradeiro show. Essa foto passa o clima do evento, que começou cedo com as apresentações das bandas 35 mls, Under Line e Emo. Domingão PunkRock no Circo Voador!

Evento ocorrido no domingo, 1º de julho de 2007.

sábado, 30 de junho de 2007

Os Mutantes


Com tanta banda ruim que podia sumir, ainda tem gente que reclama quando uma boa volta. A apresentação dos Mutantes no Circo Voador, no Rio de Janeiro, nos dias 29 e 30 de junho, mostrou porque, mesmo depois de 30 anos longe dos palcos, tanta gente torcia pelo seu retorno. Formada pelos irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, o baterista Dinho Leme e a cantora Zélia Duncan, e amparada por um time de músicos convidados de altíssimo nível, a banda mostrou fôlego de iniciante, mas a bagagem e um repertório que só quem tem muitos anos de estrada pode reunir.

"Nesses 30 anos longe dos palcos não fizemos planos de voltar. Não foi uma coisa pensada. Tinha que acontecer", afirma o guitarrista Sérgio Dias, que conduziu a apresentação com solos demolidores.

Arnaldo Baptista também dividia a alegria do irmão: "Essa volta é uma seqüência de imprevistos que a gente vai tentando dar um jeito. Às vezes dá certo, às vezes não", respondeu com a simpatia de sempre.

Zélia Duncan, que recebeu dos irmãos a árdua tarefa de substituir Rita Lee, mostrou estar muito à vontade no posto, cantando inclusive em uma região bem mais aguda do que a que estava acostumada em sua carreira solo. Sobre a cantora, Sérgio era só elogios: "Conheci a Zélia dois meses antes do show no Barbican (clube londrino onde aconteceu a volta do grupo) em uma participação especial com Os Britos (projeto que reúne integrantes do Barão Vermelho e do Kid Abelha tocando Beatles), e nem tinha idéia da profundidade do que ela era. Quando eu estou no palco e olho pra ela, vejo que cada nota que eu toco ela está sentindo. Isso é tão bom".

O charme e a elegância da cantora cativou também toda a platéia que estava por lá. Masculina e feminina. "Ah se ela mudasse de idéia...", brincou o estudante Jefferson Luciano, de 19 anos, que apesar de fã há algum tempo, estava vendo a banda pela primeira vez. "É muito bom quando a gente acompanha uma banda por muito tempo e ao vivo eles são tão bons quanto a gente imagina", concluiu.

O público esteve o tempo todo nas mãos da banda. Em uma hora e meia de show, eles tocaram grandes hits como "Panis et Circenses", "Ando Meio Desligado", "Bat Macumba" e a emocionante "Balada do Louco", mas também revisitaram raridades do repertório como "El Justiciero", "Caminhante Noturno" e "Cantor de Mambo".

Com o Circo Voador em clima de paz-e-amor, a apresentação teve direito a choro, beijos apaixonados e até topless na platéia. "Tô muito feliz de tocar aqui no Circo. Aqui é sempre bom. A Juçá é pioneira de toda essa estória, de toda música no Rio. Já tínhamos feito outro show no Rio, mas aqui é um lugar que é mais da gente, então batemos o pé pra fazer".

A banda se despede do Brasil com shows ainda em Belo Horizonte no dia 5 e Bragança Paulista no dia 7. Depois embarcam para Estados Unidos e Europa e só voltam em setembro. Arnaldo convida: "Venham ver. Agora a banda está com uma orquestra de sintetizadores. É um montão de gente fazendo um som que 'às vezes' é inteligível. Eu adorei".

Texto: Leandro Ravaglia
Fotos: Diogo Tirado

Evento ocorrido na sexta-feira e sábado, 29 e 30 de junho de 2007

sábado, 12 de maio de 2007

NAÇÃO ZUMBI

Futura agora e mais 6 discos

Mais uma vez os tambores de Recife soaram no Circo Voador. No dia 12 de maio, a Nação Zumbi voltou à Lapa para mais uma apresentação de gala. Parte da turnê do CD Futura, o show reuniu músicas dos seis discos da banda e agradou tanto aos fãs da primeira fase, ainda com Chico Science nos vocais, quanto aos mais recentes.

Isso ficou claro já na abertura, com “Hoje, amanhã e depois”, primeira faixa de Futura, acompanhada por toda a platéia. Com Jorge Du Peixe comandando os delays direto de seu Kaoss Pad (modulador de voz e efeitos que ficava ao seu lado no palco), ficou visível a aproximação do som da banda com o dub nos seus trabalhos mais recentes. Isso também pode ser visto em “Blunt of Judah” e na versão light de “Manguetown”. Mas a mistura do maracatu com o rock e o metal que popularizou a banda também esteve presente em todo o show. Músicas como “Quando A Maré Encher”, a ultrapesada “Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada” e “Da Lama Ao Caos”, que fechou a apresentação, mostraram que além da percussão, o trio formado Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo) e Pupilo (bateria) também vai muito bem, obrigado.

Formada no início dos anos 90, a Nação Zumbi é uma das responsáveis por colocar o nordeste no mapa do rock brasileiro. O então vocalista Chico Science e Fred 04 (líder da banda Mundo Livre S/A) lançaram o Manifesto Caranguejos com Cérebro, espécie de cooperativa cultural que visava levar através das bandas e poetas regionais a cultura de Pernambuco para o mundo inteiro. Com isso, chamaram a atenção dos meios de comunicação (que até então só davam atenção às bandas do sul e sudeste) para a efervescente cena cultural local. A mistura contagiante de maracatu e outros ritmos locais ao rock, ao reggae e ao metal rapidamente se tornou popular no meio universitário, levando à banda ao sucesso nacional com uma velocidade assustadora.


Com Chico nos vocais, a banda lançou “Da Lama Ao Caos” (1993) e “Afrociberdelia” (1995). No carnaval de 97, Chico Science sofreu um acidente fatal de carro, e o posto de vocalista da banda passou a Jorge Du Peixe, até então percussionista. Com ele, a banda iniciou uma aproximação com o dub e a música eletrônica e foi nesses moldes que vieram “CSNZ” (1997), “Rádio S. Amb.A” (2000), Nação Zumbi (2002) e “Futura” (2005). Formada por Jorge Du Peixe (voz), Lucio Maia (guitarra), Dengue (baixo), Pupilo (bateria), Toca Ogan (percussão) e Gilmar Bola 8 (percussão), a banda já recebeu inúmeros prêmios, se apresentou em quase todos os grandes festivais brasileiros (incluindo o Rock in Rio III) e é uma das bandas nacionais mais respeitadas no exterior, tendo estado inclusive no renomado programa “Later With Jools Holland”, do canal BBC, de Londres.

Texto: Leandro Ravaglia
Fotos: Fernado Shackal

Evento ocorrido no sábado, 12 de maio de 2007.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

BUZZCOCKS, Carbona e Lambrusco Kids


A noite de véspera do dia do trabalhador foi uma legítima festa punk no Circo. No palco, os integrantes do Buzzcocks descarregaram mais de 30 anos de bagagem punk em um show inesquecível. Os coroas, que já passaram de meio século de vida, esbanjaram vitalidade e desfiaram vários dos seus clássicos: Love You More, Autonomy, Noise Annoys, Why Can't I Touch It... todas sem pausa, no melhor estilo punkrock onetwothreefour!
Na platéia, ou melhor, no meio da roda de pogo, uma mistureba que incluía velhos punks já pelos 40, moleques que queriam saber de onde seus NX Zero e CPM22 vinham e mais uma galera que não fazia idéia do que iria encontrar, mas aproveitaram a véspera do feriado pra assistir a mais um dos shows que só o Circo mesmo poderia trazer.
Formado em 1975, na Universidade de Bolton, na Inglaterra, os Buzzcocks (“jovens barulhentos” ou ainda “pirocas barulhentas” numa tradução um pouco menos conservadora) se inspiraram nos contemporâneos Sex Pistols para criar sua banda. Sua marca registrada era agregar melodias pop às guitarras cruas do punk em temáticas menos políticas e mais fanfarronas que a média das bandas da época. Tal estilo, influenciou diretamente bandas como Green Day, Pixies e toda a geração EMO, tão popular hoje em dia.
A abertura da casa ficou por conta de Carbona e Lambrusco Kids. O Carbona é carioca e tem nas letras irônicas e inocentes sua base. Ao longo de 7 anos de estrada, a banda lançou 7 discos e já fez mais de 250 apresentações por todo o Brasil.
O Lambrusco Kids é de São Paulo e tirou seu nome de uma música do Toy Dolls. Na estrada desde 99, a banda tem no currículo shows na Inglaterra em lugares como o Dove & Rainbow e no festival Wasted, além de apresentações que contaram com a participação de integrantes do Toy Dolls, Agnostic Front e UK Subs.

Texto: Leandro Ravaglia
Fotos: Miriam Roia

Evento ocorrido na segunda-feira, 30 de Abril 2007.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

NO EMBALO DO QUIZOMBA

Perdoem a frase clichê, mas este carnaval não vai foi igual àquele que passou. Pelo menos para o bloco Quizomba, que fez pelo terceiro ano consecutivo seu desfile na terça-feira de carnaval, saindo do Circo Voador, passando sob os Arcos da Lapa, fazendo o retorno pela Glória e retornado ao ponto de partida.

Porém, se o percurso foi o mesmo dos outros anos, a diferença estava na quantidade recorde de foliões que seguiram o Quizomba, embalados por sambas de todas as épocas, clássicos da música popular brasileira, afoxés, músicas pop, e as imortais marchinhas. Mais de 6 mil pessoas seguiram a bateria liderada por André Schmidt e as vozes de Magali e Anna Luisa, transformando a Lapa num verdadeiro mar de gente de todas as idades, cores, crenças e nacionalidades. Harmonia nota 10!

O sucesso pode estar vinculado ao destaque que o grupo vem tendo, participando há anos deste movimento que ajudou a reerguer o carnaval de rua na cidade maravilhosa, promovendo não só o desfile de carnaval, mas oficinas de percussão o ano inteiro, shows na própria lona e em outras casas de espetáculo, desfiles na orla de Ipanema e outras ações que só ajudaram o Quizomba a conquistar seu espaço no coração dos batuqueiros.

E para quem quiser participar da brincadeira, a oficina do Quizomba da Escola Livre de Artes do Circo Voador segue o ano todo, sem perder o ritmo e
o embalo. As aulas acontecem as quartas-feiras, de 19 as 21 horas. Venha participar e quem sabe no próximo ano você também possa estar abrilhantando
o carnaval carioca!

Mais informações:
cursos@circovoador.com.br

Lencinho Smith

Evento ocorrido na terça-feira, 20 de fevereiro de 2007 (carnaval).